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Microsoft lidera ranking de marcas mais usadas em golpes de phishing

31/07/2026
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A Microsoft se consolidou como a marca mais usada por criminosos em tentativas de phishing durante o segundo trimestre de 2026, segundo um relatório divulgado pela Check Point Software. O levantamento sobre phishing de marca mostra que gigantes da tecnologia dominam a lista das empresas mais imitadas por golpistas que buscam enganar usuários para roubar dados pessoais e financeiros. Juntas, Microsoft, LinkedIn, Google, Apple e Amazon responderam por mais da metade de todos os ataques registrados no período.

O phishing de marca é um tipo de fraude que consiste em criar páginas falsas, mensagens e sites clonados com a identidade visual de empresas reconhecidas para capturar senhas, informações pessoais ou dados de pagamento. O objetivo é fazer com que a vítima acredite estar interagindo com uma empresa legítima e forneça voluntariamente seus dados confidenciais. A Check Point Software é uma empresa especializada em soluções de segurança cibernética, com sede em Israel e atuação global.

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A escolha das marcas não é aleatória. Os criminosos priorizam empresas que fazem parte da rotina diária das pessoas, pois mensagens que parecem vir de serviços utilizados com frequência têm maior probabilidade de ser consideradas legítimas. Um e-mail aparentemente enviado por um provedor de e-mail usado todos os dias ou por uma loja online onde o usuário costuma comprar pode ser o suficiente para induzir um clique sem verificação cuidadosa.

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O setor de tecnologia foi o mais explorado pelos golpistas, seguido por redes sociais e serviços bancários. Esses três segmentos concentram contas de usuários, identidades digitais e informações sensíveis, o que os torna atrativos para quem busca roubar credenciais que podem ser vendidas ou usadas em outras fraudes. A familiaridade do público com essas plataformas é justamente o que torna as tentativas de engenharia social mais eficazes.

Um dos destaques do relatório foi a entrada do ChatGPT pela primeira vez entre as dez marcas mais imitadas. ChatGPT é o assistente de inteligência artificial desenvolvido pela OpenAI, empresa sediada em São Francisco. A presença da ferramenta no ranking indica que produtos de inteligência artificial já despertam suficiente reconhecimento e confiança por parte dos usuários a ponto de se tornarem iscas viáveis para golpes.

Um dos esquemas identificados envolvia uma mensagem falsa sobre problemas no pagamento da assinatura do ChatGPT Plus, versão paga do serviço. A comunicação simulava um aviso oficial e direcionava a vítima a uma página criada especificamente para coletar dados de cartão de crédito. O golpe explorava o senso de urgência, tática recorrente em ataques de phishing.

Segundo a Check Point, a urgência é o principal mecanismo de manipulação usado nesses ataques. Avisos sobre falhas de pagamento, atualizações obrigatórias ou supostos problemas de segurança levam muitas pessoas a agir rapidamente, antes de verificar a autenticidade da mensagem. Esse comportamento é justamente o que os criminosos esperam para obter os dados que pretendem roubar.

Embora muitos golpes sejam bem elaborados, costumam apresentar pequenos indícios que podem ajudar na identificação. Erros ortográficos, endereços de remetente com domínios incomuns, links que direcionam para páginas não seguras e solicitações de dados que normalmente não seriam pedidos por e-mail são sinais frequentes de fraude. A atenção a esses detalhes pode evitar a maioria das tentativas de engano.

A recomendação dos especialistas é que os usuários evitem clicar em links recebidos por mensagens suspeitas. Em vez de seguir o endereço enviado na mensagem, a alternativa mais segura é digitar manualmente o endereço oficial da empresa diretamente no navegador. Esse hábito simples elimina o risco de acessar páginas falsas camufladas como sites legítimos.

Outra medida indicada é a ativação da autenticação de dois fatores, recurso que adiciona uma camada extra de proteção às contas. Com essa funcionalidade, mesmo que um criminoso consiga obter a senha de um usuário, ainda precisará de um segundo código de verificação para conseguir acessar a conta. A maioria dos serviços online atuais oferece essa opção de configuração.

O relatório da Check Point evidencia que os criminosos continuam apostando em um princípio básico: a confiança que as pessoas depositam em marcas conhecidas. Enquanto os nomes das grandes empresas de tecnologia seguirem sendo parte do cotidiano dos usuários, eles continuarão a ser usados como instrumento de engano.

A verificação de remetentes, a conferência de endereços de sites e a desconfiança diante de pedidos urgentes de dados permanecem como algumas das formas mais eficazes de evitar cair em golpes digitais. A consciência sobre essas práticas, aliada ao uso de ferramentas de segurança, é a principal defesa contra ataques que se aproveitam da familiaridade com marcas populares.

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