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A Evolução do Asaas: Como a Fintech está Construindo um Ecossistema Financeiro Completo para PMEs

27/07/2026
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Asaas mira transformação em plataforma financeira completa para pequenas e médias empresas

A fintech Asaas está em pleno movimento de transformação. A empresa, até então reconhecida principalmente como plataforma de pagamentos, quer ser vista como um ecossistema financeiro completo para pequenas e médias empresas, reunindo crédito, seguros, contabilidade e ferramentas de gestão de relacionamento com clientes em um único ambiente digital. A iniciativa está sob responsabilidade da área de New Ventures, que completa seu primeiro ano de atuação em breve e tem como função tanto adquirir empresas externas quanto criar startups internas, chamadas internamente de "drones". O setor é liderado por Pedro Rocha, vice-presidente de New Ventures do Asaas, que evita classificar o projeto como um hub, embora reconheça usar o termo com frequência de forma casual.

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A escolha entre comprar uma empresa, desenvolver uma solução dentro de casa ou criar uma startup própria obedece a critérios práticos, segundo Pedro. O fator determinante é a profundidade do conhecimento técnico necessário e a complexidade da barreira de entrada em cada área. Quando a fintech identifica que não domina um setor específico, busca a aquisição no mercado, como ocorreu com a corretora de seguros Mutuus, negócio no qual o Asaas precisou de uma expertise que não possuía internamente. Quando a solução é próxima ao núcleo do negócio e pode ser construída com rapidez, entram em cena os chamados drones, pequenas startups criadas dentro da própria empresa com flexibilidade para mudar de direção até encontrarem o enquadramento adequado no mercado.

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Já nos casos em que a evolução é incremental do próprio produto principal da empresa, como a plataforma de crédito, o Asaas opta pelo desenvolvimento interno. O Asaas estabeleceu a meta de alcançar 1 bilhão de reais em receita em 2026. Pedro reconhece que a contribuição financeira direta da área de New Ventures para esse número ainda é modesta neste primeiro ano, mas destaca que a relevância estratégica ganha peso quando se olha para horizontes mais distantes, como 2030 ou 2032. O impacto, segundo o executivo, manifesta-se de forma indireta, uma vez que as novas iniciativas estimulam o crescimento do próprio negócio principal da fintech.

Um exemplo concreto dessa dinâmica é o Helena, sistema de gestão de relacionamento com clientes incorporado ao portfólio do Asaas em junho deste ano. A lógica, segundo Pedro, é simples: quando o cliente vende mais, ele cresce mais e, consequentemente, o Asaas também se beneficia. Essa sinergia é monitorada por meio de indicadores internos, como a chamada penetração do produto, que mede o quanto cada solução criada ou adquirida é efetivamente adotada pela base de clientes da fintech. Um caso citado é o do Pague Contas, produto cujos usuários passam a manter um saldo médio mais alto na plataforma, sinal que a empresa interpreta como evidência de que passaram a enxergar o Asaas como sua instituição financeira principal.

Para o segundo semestre, a área de New Ventures concentra esforços em dois movimentos principais. O primeiro é a integração da Helena CRM, adquirida há pouco tempo, com foco atual em compreender profundamente o produto antes de ajustar processos tanto na empresa comprada quanto no próprio Asaas. O segundo é a sinergia com a Mutuus, cujo portal de seguros já foi incorporado ao aplicativo da fintech, com acesso direto por um botão dentro da plataforma. Pedro descreve esse momento como uma fase de expansão da vertical de seguros. Novas aquisições não estão descartadas até o fim do ano, desde que alinhadas à tese da área.

Além disso, outros drones estão em desenvolvimento, incluindo um protótipo que deve chegar ao mercado nas próximas semanas. Pedro menciona ainda, de forma breve, que o Asaas aposta na comercialização por canais e parceiros — estratégia já central para a Helena CRM — mas que a empresa ainda comunica pouco essa frente. A expectativa é que cada novo produto aumente o uso da plataforma pelos clientes e, consequentemente, fortaleça o negócio principal. Para Pedro, é esse efeito de ecossistema, mais do que a receita individual de cada iniciativa, que deve sustentar a próxima fase de crescimento do Asaas como plataforma financeira integral para o segmento de pequenas e médias empresas.

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