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Inteligência Artificial Revoluciona a Distribuição de Seguros no Brasil com Investimentos Bilionários e Experiências Personalizadas

26/07/2026
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Inteligência artificial entra na linha de frente da distribuição de seguros no Brasil

A inteligência artificial está mudando de função dentro do mercado segurador brasileiro. Se antes a tecnologia atuava principalmente nos bastidores, automatizando análises e processos internos, agora começa a ocupar a linha de frente da relação com o consumidor, participando diretamente da venda de produtos. Dados de um levantamento da CNseg em parceria com a EY indicam que o setor deve investir até R$ 2,8 bilhões em inteligência artificial até o fim de 2026, enquanto cerca de 80% das seguradoras já utilizam a tecnologia em alguma etapa da operação.

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O uso da inteligência artificial nas seguradoras não é exatamente novo. Aplicações em atendimento, regulação de sinistros e subscrição, etapa em que a empresa avalia o risco do cliente antes de emitir a apólice, já fazem parte da rotina de boa parte das companhias. O que começa a mudar agora é o alcance dessa tecnologia, que avança para a distribuição de produtos, etapa em que o seguro é apresentado e comercializado ao consumidor final.

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Na prática, o movimento significa que agentes de inteligência artificial passam a compreender o contexto de uma conversa, identificar necessidades de proteção do cliente, responder dúvidas e conduzir a contratação sem que o usuário precise sair do ambiente em que já está interagindo. Em vez de encaminhar o consumidor para formulários ou páginas específicas, a IA conduz toda a jornada por texto, voz, imagem ou vídeo.

"O próximo passo da distribuição de seguros é permitir que a inteligência artificial participe da experiência de compra. Não estamos falando apenas de automatizar processos, mas de criar uma nova camada de distribuição baseada em contexto, linguagem natural e personalização. O seguro passa a ser apresentado quando existe contexto. A IA entende a necessidade, explica a cobertura em linguagem simples e pode concluir toda a jornada na própria conversa, seja por texto, voz, imagem ou vídeo", afirma Mauro D'Ancona, CEO da 180 Seguros.

Esse avanço acompanha uma transformação mais ampla na forma como a inteligência artificial vem sendo aplicada pelas seguradoras. Até pouco tempo, o uso estava concentrado em funções internas, como aceleração de análises e automação de tarefas repetitivas. Agora, a tecnologia começa a ganhar protagonismo também na experiência direta com o consumidor. Sinistros já passam por regulação automatizada com apoio de IA, o que reduz o tempo de análise e permite que indenizações aprovadas sejam pagas com mais agilidade. A mesma lógica se estende ao desenvolvimento de novos produtos, já que a tecnologia sugere coberturas e faixas de preço a partir das características de cada parceiro e de sua base de clientes.

A expectativa do setor é de que esse modelo se torne cada vez mais comum à medida que bancos, fintechs e plataformas digitais ampliem o uso de inteligência artificial generativa, categoria capaz de criar textos, imagens e respostas a partir de comandos em linguagem natural, em seus canais de relacionamento. Um estudo da Capgemini aponta que 60% dos consumidores afirmam estar dispostos a compartilhar dados pessoais em troca de coberturas mais personalizadas, o que indica uma demanda crescente por experiências contextualizadas e tende a acelerar a adoção de agentes inteligentes na distribuição de seguros.

Nesse novo cenário, os agentes de IA deixam de atuar apenas como assistentes virtuais que respondem perguntas pontuais e passam a assumir um papel ativo na comercialização de produtos financeiros. A contratação de um seguro deixa de depender exclusivamente de um formulário padronizado ou de uma ligação com um corretor e passa a acontecer dentro de uma conversa conduzida por inteligência artificial, capaz de interpretar o momento e a necessidade do cliente. O resultado é uma distribuição mais fluida, em que o produto é apresentado justamente quando o contexto da conversa revela uma demanda de proteção. Para o consumidor, a promessa é de uma experiência mais simples e personalizada. Para as seguradoras, a perspectiva é de ampliar canais de venda e reduzir atritos ao longo da jornada de contratação, em um mercado que segue destinando investimentos bilionários à inteligência artificial nos próximos anos.

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