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Projetos de data centers em São Paulo ultrapassam 2 GW de capacidade

25/09/2026
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A capacidade planejada de data centers no eixo entre a capital paulista e Campinas registrou um salto expressivo nos últimos doze meses, impulsionada pela demanda por serviços em nuvem e inteligência artificial. Os dados levantados pela Cushman & Wakefield mostram que o volume de energia contratada ou em estudo na região passou de 375 megawatts no primeiro semestre do ano passado para mais de 2.066 megawatts no período recente. Esse avanço representa uma multiplicação superior a cinco vezes no pipeline de infraestrutura digital.

O ritmo de novos projetos supera o crescimento da capacidade que já se encontra em funcionamento na mesma área geográfica. Enquanto o total de megowatts instalados subiu de 346 para 661, o que corresponde a uma alta de 91%, os planos de expansão ganharam tração muito maior. O estado de São Paulo consolida assim sua posição de liderança absoluta na América Latina em termos de infraestrutura para tecnologia da informação e processamento de dados.

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A ascensão da inteligência artificial generativa e a expansão contínua da computação em nuvem exercem pressão direta sobre essa infraestrutura. No primeiro semestre deste ano, a região absorveu mais 38 megawatts de capacidade em uso. Com isso, a taxa de vacância dos data centers de aluguel compartilhado despencou para 4,1%, contra os 13,3% registrados no mesmo período do ano anterior.

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Apesar do volume recorde de novos projetos anunciados, o montante de capacidade atualmente em construção permaneceu estável na mesma base de comparação. O total em obras passou de 254 megawatts para 250 megawatts. Esse cenário evidencia que o principal desafio das empresas do setor será converter o enorme volume de planos desenhados em canteiros de obras ativos e conectados à rede elétrica.

A execução dessa infraestrutura robusta depende de fatores críticos como fornecimento de energia elétrica, capacidade de transmissão, disponibilidade de terrenos adequados e trâmites de licenciamento ambiental e urbano. Esses elementos funcionam como filtros que determinarão quais empreendimentos conseguirão sair do papel dentro dos prazos planejados pelas corporações.

Para estimular o setor, o governo federal aprovou recentemente o regime especial voltado para a redução de tributos sobre equipamentos destinados à instalação e ampliação desses centros de processamento. A medida busca baratear os custos de implantação de hardware e dispositivos essenciais para a operação contínua dos servidores.

Mesmo antes de o benefício tributário entrar em vigor, o mercado já demonstrava uma mudança drástica de patamar econômico. Em um intervalo de apenas um ano, a região passou a acumular um volume de projetos equivalente a mais de três vezes a totalidade da capacidade operacional instalada atualmente.

As principais empresas de tecnologia do mundo continuam direcionando recursos expressivos para o Brasil, visando atender à crescente demanda por processamento pesado. O eixo paulista atrai esses investimentos devido à concentração de grandes clientes corporativos, redes de telecomunicação avançadas e ecossistemas consolidados de inovação.

O forte apetite das grandes corporações tecnológicas por capacidade de processamento exige planejamento rigoroso por parte das concessionárias de energia e dos órgãos reguladores. A transição energética e a garantia de suprimento elétrico confiável são essenciais para evitar gargalos que possam desacelerar o crescimento digital do país.

Especialistas apontam que a consolidação desse polo tecnológico trará desdobramentos profundos para a economia regional, incluindo a criação de postos de trabalho qualificados na área de engenharia, manutenção e redes. A infraestrutura digital passa a ocupar papel central na estratégia de desenvolvimento tecnológico e industrial do estado e do país.

O avanço acelerado dos data centers reforça a relevância do Brasil no mapa global de tecnologia, atraindo capital estrangeiro e consolidando parcerias estratégicas. A capacidade de absorver essa onda de investimentos dependerá da agilidade na superação dos desafios regulatórios e energéticos nos próximos anos.

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