PUBLICIDADE

Chega de esperar na linha: Google lança Call for Me e o Gemini do Pixel 11 agora faz ligações por você

24/09/2026
11 visualizações
3 min de leitura
Imagem principal do post

Google lança recurso que permite ao Gemini fazer ligações pelo usuário nos celulares Pixel 11

A Google apresentou nesta quinta-feira o Call for Me, um recurso experimental em fase beta que permite ao assistente de inteligência artificial Gemini realizar ligações telefônicas em nome do usuário. A funcionalidade, exclusiva da linha Pixel 11, está disponível inicialmente apenas nos Estados Unidos e opera exclusivamente em inglês, marcando um novo passo na estratégia da empresa de integrar a IA às tarefas cotidianas dos smartphones.

Imagem complementar

Para utilizar o Call for Me, os proprietários de um Pixel 11 precisam ter uma assinatura ativa do Gemini e estar inscritos no programa beta público do aplicativo Phone by Google. A novidade amplia o conjunto de recursos inteligentes voltados para chamadas que a Google vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos em seus dispositivos Pixel e no sistema Android.

PUBLICIDADE

O aplicativo de telefone da Google já conta com funções capazes de filtrar chamadas recebidas e bloquear ligações automáticas indesejadas, conhecidas como robocalls, além de bloquear telemarketing. Entre as ferramentas já existentes estão o Hold for Me, que permite ao assistente escutar a espera e avisar o usuário quando uma pessoa real atende do outro lado da chamada, e o Direct My Call, que exibe na tela as diferentes opções de um menu telefônico automatizado antes mesmo de serem pronunciadas, permitindo ao usuário tocar no número desejado para pular etapas.

A proposta do Call for Me vai além de simplesmente atender ou filtrar chamadas. O recurso foi projetado para que o Gemini ligue para estabelecimentos comerciais em nome do usuário. É possível, por exemplo, pedir ao assistente para telefonar a uma loja de ferramentas e perguntar se um produto específico está disponível, ou solicitar o agendamento de um horário em uma barbearia. Basta informar ao Gemini que ele deve fazer a ligação, e o chatbot pode fazer perguntas adicionais para compreender melhor o contexto da solicitação.

Durante a chamada, o Gemini se apresenta como assistente virtual e conduz um diálogo natural com o atendente ou com o sistema automatizado do estabelecimento. Caso a ligação caia em um menu telefônico com opções pré-gravadas, a IA consegue navegar pelas alternativas e até mesmo esperar na linha quando necessário. Enquanto isso, o usuário pode acompanhar tudo em tempo real por meio de uma transcrição ao vivo exibida na tela do aparelho.

A funcionalidade representa uma evolução significativa na forma como a inteligência artificial pode intermediar a comunicação entre usuários e serviços. Ao assumir tarefas que costumam consumir tempo, como ligar para restaurantes, oficinas ou salões, o Gemini busca reduzir o esforço necessário em situações do dia a dia. A abordagem também reforça a tendência de empresas de tecnologia apostarem em assistentes capazes de agir de forma autônoma em nome dos usuários, indo além de simplesmente responder perguntas ou gerar textos.

Por se tratar de um recurso beta experimental, a Google ainda não confirmou planos de expansão do Call for Me para outros países, idiomas ou modelos de smartphones além do Pixel 11. A disponibilidade limitada também serve como forma de testar a funcionalidade em um público controlado antes de eventuais ampliações. O requerimento de uma assinatura do Gemini indica que a empresa trata a novidade como parte de sua oferta premium de serviços de inteligência artificial, em linha com a estratégia de monetização adotada em outras plataformas da empresa.

Com o Call for Me, a Google se posiciona mais uma vez na corrida pela integração profunda da IA generativa aos dispositivos móveis. A capacidade de realizar ligações inteiras de forma autônoma diferencia o Gemini de assistentes virtuais tradicionais e coloca a empresa em um patamar de automação pessoal que poucos concorrentes oferecem atualmente. Resta acompanhar como o recurso será recebido pelos usuários americanos do Pixel 11 e quais ajustes a Google pretende fazer antes de uma possível expansão global da ferramenta.

PUBLICIDADE

Leitura recomendada

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!