PUBLICIDADE

Fale com o algoritmo: Google usa inteligência artificial para deixar você comandar o que vê no Discover e na Busca

21/08/2026
10 visualizações
4 min de leitura
Imagem principal do post

Google amplia personalização no Discover e na Busca com novos recursos de inteligência artificial

O Google anunciou nesta quinta-feira (20) um conjunto de ferramentas voltadas a dar aos usuários mais controle sobre os conteúdos exibidos na Busca, no Discover e no Google Notícias. As novidades combinam o uso de inteligência artificial generativa, isto é, sistemas capazes de interpretar comandos em linguagem natural e gerar respostas personalizadas, com a ampliação de recursos já existentes, como as Preferências de Fontes. Segundo a empresa, o objetivo é aproximar leitores dos veículos que costumam acompanhar e tornar a experiência de consumo de notícias mais ajustada aos interesses individuais.

Imagem complementar

A principal mudança chega ao Discover nos próximos dias, quando o aplicativo do Google passará a permitir que os usuários descrevam diretamente o tipo de conteúdo que desejam encontrar no feed. A opção ficará disponível no menu de três pontos das publicações exibidas no Discover. Ao selecionar o recurso, o usuário será direcionado para uma interface em formato de chatbot, na qual poderá explicar quais assuntos gostaria de ver com mais ou menos frequência. A ferramenta também aceitará pedidos relacionados a interesses específicos ou a determinados tipos de conteúdo, funcionando como um diálogo com o sistema de recomendação.

PUBLICIDADE

Depois de interpretar as preferências, o Google apresentará quais tipos de conteúdo pretende priorizar. Caso o resultado não corresponda ao que o usuário gostaria, será possível complementar as instruções antes de confirmar a atualização do feed. Uma vez aplicadas, as mudanças passam a valer imediatamente, e a plataforma poderá lembrar dessas preferências em visitas futuras, segundo a companhia. A medida amplia o uso de inteligência artificial na personalização de feeds e se soma a iniciativas semelhantes já adotadas por outras plataformas, como YouTube, Instagram, Bluesky e X, que também oferecem formas de os usuários interferirem nos conteúdos recomendados.

Outra novidade envolve o recurso Preferências de Fontes, que permite indicar quais veículos de imprensa o usuário prefere acompanhar na Pesquisa do Google. Agora, os próprios sites poderão incorporar um botão interativo diretamente em suas páginas. Ao clicar nele, o leitor poderá adicionar aquele veículo à lista de fontes preferidas sem precisar acessar manualmente as configurações da Busca. A seleção pode fazer com que conteúdos da fonte escolhida apareçam com mais frequência em diferentes espaços da Pesquisa, incluindo a seção de principais notícias, os AI Overviews — resumos gerados por inteligência artificial exibidos no topo dos resultados — e o Modo IA, voltado a respostas mais detalhadas em formato conversacional.

De acordo com o Google, mais de 600 mil fontes únicas já foram selecionadas pelos usuários como preferidas desde a implementação inicial do recurso. O Preferências de Fontes está disponível em todos os idiomas nos quais a Pesquisa do Google é oferecida, e a companhia confirmou a expansão do funcionamento para os AI Overviews e para o Modo IA. A integração com o botão disponibilizado pelos próprios veículos busca reduzir o esforço do leitor e tornar o processo de escolha mais direto.

O Google Notícias também recebeu atualizações voltadas à personalização. Os briefings de áudio diários do aplicativo para Android agora permitem que os usuários escolham os assuntos que desejam ouvir nesses resumos. Segundo a empresa, os briefings passaram a apresentar atribuição clara das fontes e links para os artigos completos, permitindo que o ouvinte acesse diretamente as publicações utilizadas no conteúdo em áudio. A novidade está relacionada ao programa de testes de inteligência artificial do Google Notícias, que reúne diferentes veículos para ampliar a cobertura e o aprofundamento dos assuntos apresentados nos briefings.

Com o conjunto de mudanças, o Google reforça a aposta em interfaces conversacionais e em mecanismos que permitem ao usuário moldar ativamente o que vê em seus produtos. Ao mesmo tempo, a empresa amplia o papel da inteligência artificial na curadoria de notícias, deslocando parte do controle dos algoritmos para os próprios leitores. As atualizações refletem uma tendência mais ampla do setor de tecnologia, no qual ferramentas generativas deixam de atuar apenas como intermediárias e passam a funcionar como assistentes capazes de interpretar intenções em linguagem cotidiana. Para os veículos de imprensa, a chegada do botão de Preferências de Fontes representa um novo caminho para fidelizar audiência dentro do ecossistema do Google, enquanto os usuários ganham mais autonomia para ajustar o tipo de conteúdo que recebem em seus dispositivos.

PUBLICIDADE

Leitura recomendada

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!