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O Perigo Invisível no Chip: Como Cartões SIM Maliciosos Podem Se Tornar a Próxima Porta de Entrada para Hackers

10/08/2026
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Cartões SIM maliciosos podem sequestrar smartphones, carregadores de veículos elétricos e dispositivos conectados, revela estudo

Pesquisadores da Universidade de Birmingham revelaram uma nova superfície de ataque associada a cartões SIM comprometidos, apresentando suas descobertas na Conferência de Tecnologias Ofensivas de 2026, realizada em Baltimore. O estudo demonstra que os módulos de identidade de assinante, conhecidos pela sigla SIM, podem representar riscos significativos de segurança quando adulterados. Esses componentes, projetados como elementos seguros para conectar dispositivos às redes móveis, podem ser explorados por atacantes para coletar informações sobre o aparelho, interferir em sua conectividade e funcionar como porta de entrada para ataques cibernéticos mais amplos.

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A pesquisa identificou que uma funcionalidade chamada SIM Proativo permite que o cartão SIM envie um número limitado de comandos especiais diretamente para o modem do dispositivo. Esse mecanismo, originalmente concebido para fins legítimos de comunicação entre o chip e o aparelho, abre caminho para que um SIM malicioso execute ações que normalmente estariam fora de seu escopo de atuação. Entre essas ações está a solicitação de execução dos chamados comandos AT, que são instruções utilizadas para controlar e configurar modems desde a década de 1980 e continuam presentes nos dispositivos atuais.

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A possibilidade de que um cartão SIM comprometido solicite a execução de comandos AT representa uma ameaça relevante, pois esses comandos podem acessar funções profundas do modem e, por extensão, do próprio dispositivo. Isso significa que um atacante com controle sobre o SIM poderia manipular aspectos fundamentais da conectividade do aparelho afetado. O impacto desse tipo de ataque não se restringe apenas a smartphones, mas alcança também carregadores de veículos elétricos e demais dispositivos conectados a redes móveis que dependam de cartões SIM para funcionamento.

O estudo apresentado em Baltimore contribui para a compreensão de que elementos tradicionalmente considerados seguros dentro da cadeia de hardware móvel podem, na verdade, constituir vetores de ataque sofisticados. A revelação dessa nova superfície de ataque coloca em evidência a necessidade de revisão dos protocolos de segurança associados aos cartões SIM e à forma como os dispositivos processam comandos provenientes desses componentes. A pesquisa da Universidade de Birmingham reforça que a segurança de dispositivos conectados depende não apenas do software e do sistema operacional, mas também da integridade de cada elemento físico envolvido na comunicação com as redes móveis.

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