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Segredos de Guerra Desvendados: IAs da OpenAI e Anthropic Decifram Códigos da Enigma que Resistiram por Décadas

25/09/2026
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Sistemas de inteligência artificial da OpenAI e da Anthropic decifram mensagens da Enigma que estavam sem solução há décadas

Modelos de linguagem recentes conseguiram resolver códigos gerados pela máquina Enigma, equipamento de criptografia usado pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial, que permaneciam sem decifração havia anos. Os resultados envolvem os modelos GPT-6 Astra, da OpenAI, e Claude Opus 5, da Anthropic, e chamaram a atenção por se tratar de mensagens historicamente associadas aos esforços do matemático Alan Turing e de outros criptanalistas, que trabalharam para quebrar as comunicações alemãs no conflito.

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O caso mais recente veio à público quando o desenvolvedor Carter Leffen pediu ao Astra que procurasse, em uma base de dados, uma mensagem da Enigma ainda sem solução. O modelo pesquisou arquivos, examinou pistas históricas e chegou a montar um simulador da máquina para reconstruir o texto original. A mensagem em questão estava sem decifração desde 2005, e depois de dois dias de trabalho o Astra apresentou uma resposta. Leffen também utilizou o modelo para criar um site interativo sobre o problema.

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A solução encontrada pelo Astra foi analisada por Frode Weierud, engenheiro elétrico aposentado e pesquisador de criptologia responsável pelo site Crypto Cellar. Weierud validou o resultado e demonstrou surpresa com o trabalho realizado pela inteligência artificial. Segundo o pesquisador, o que o sistema de IA fez em dois dias exigiria semanas ou meses de trabalho humano. Ele também classificou o Astra como um criptanalista e pesquisador de arquivos muito profissional.

Durante o processo, os registros do Astra trouxeram uma questão em aberto. O modelo mencionou mensagens de uma "coleção particular" que não fazem parte do banco de dados mantido por Weierud. O pesquisador disse não saber se o sistema de IA teve acesso a esse material. Uma das hipóteses levantadas é a de que os documentos possam ter sido compartilhados por outro pesquisador na internet ou estar disponíveis nos arquivos públicos do governo alemão.

O segundo caso envolveu o Claude Opus 5, da Anthropic, em um episódio diferente. No dia 21 de setembro, o criptanalista Jack Willis procurou Weierud para informar que havia utilizado o modelo na tentativa de decifrar outra mensagem da Enigma. Desta vez, o processo foi distinto: Willis forneceu ao Claude orientações mais específicas, incluindo uma pista baseada no nome conhecido de um oficial. O uso de assinaturas e nomes de oficiais serviu como informação fundamental para que o modelo chegasse ao texto da mensagem.

Os dois episódios ilustram estratégias distintas aplicadas à criptoanálise com inteligência artificial. Enquanto o Astra encontrou uma mensagem que resistia desde 2005, pesquisou arquivos e pistas históricas e construiu um simulador da máquina Enigma por conta própria, o Claude recebeu orientação mais detalhada de um criptanalista humano para alcançar a decifração. Weierud destaca que, apesar dos avanços recentes, ainda existem sete mensagens da Enigma sem solução conhecida, além de uma oitava cujo texto original é conhecido, mas cujo código continua sem ser quebrado.

A aplicação de modelos de linguagem a esse tipo de pesquisa histórica é recente e tem mostrado resultados em prazos significativamente menores do que os métodos tradicionais. As duas descobertas reduzem o número de mensagens históricas que ainda resistem à decifração, mas o conjunto de códigos restantes segue atraindo o interesse de criptanalistas e de novos sistemas de inteligência artificial. Com o avanço contínuo dessas ferramentas, os registros sem solução podem não permanecer sem resposta por muito tempo.

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