Meta amplia linha de óculos inteligentes com novos modelos, versão sem câmera e dispositivo de realidade virtual
A Meta revelou nesta quarta-feira (23/09), durante o evento Meta Connect, sua nova geração de óculos inteligentes, que inclui a terceira geração dos Ray-Ban Meta, uma versão sem câmeras batizada de Meta Audio e o primeiro Meta VR Glasses. O anúncio foi conduzido pelo próprio CEO da empresa, Mark Zuckerberg, que também confirmou a chegada oficial dos óculos da marca ao mercado brasileiro. Ao longo da apresentação, o executivo destacou que os dispositivos ganharam suporte ao Muse, agente de inteligência artificial recém-anunciado pela companhia.
O Meta Audio é o modelo mais simples entre as novidades e foi pensado para se parecer com um óculos convencional. Sem câmera, o dispositivo aposta no design minimalista, com hastes mais finas e peso de apenas 43 gramas. A autonomia de bateria é de até 12 horas de uso contínuo, número que pode chegar a 60 horas considerando as cargas extras disponíveis no estojo. O acessório está disponível nos estilos Clubmaster e Burbank, e também aceita lentes de grau.
A terceira geração dos Ray-Ban Meta mantém a proposta visual das edições anteriores, mas traz alguns refinamentos, entre os quais um botão de ação personalizável, que facilita o acionamento da Meta AI, e uma bateria com duração maior. A linha ganhou ainda novos modelos de armação, o Aviator e o Zena, ampliando as opções de combinação entre cores, armações e lentes. Os óculos já estão à venda no Brasil, tanto na loja oficial da Ray-Ban quanto no varejo nacional, com preços a partir de R$ 3.699.
Entre os anúncios mais aguardados estava o Meta VR Glasses, primeiro óculos de realidade virtual da empresa desde o Meta Quest. O dispositivo pesa cerca de 100 gramas, aproximadamente cinco vezes menos que o Meta Quest 3, e mantém a proposta de oferecer conteúdos em 360° e funcionar como um computador virtual. Durante a transmissão, Zuckerberg demonstrou usos variados, que vão de jogos a transmissões esportivas em telas virtuais simultâneas, além de um teclado virtual controlado diretamente pelas mãos, sem necessidade de controles físicos. O produto será lançado entre março e junho de 2027, ao preço sugerido de US$ 1.299,99, cerca de R$ 6.710 em conversão direta, sem impostos. Ainda não há confirmação de disponibilidade no mercado brasileiro.
O evento também trouxe novidades de software aplicáveis aos óculos inteligentes. Uma delas é o processamento privado, recurso que funciona de forma semelhante à criptografia de ponta a ponta usada no WhatsApp. A diferença é que, nesse caso, o dispositivo passa a rodar a inteligência artificial em servidores privados, como ocorre no Secure VM do Muse, o que impede o acesso da própria empresa ao conteúdo processado. A proposta foi apresentada como uma camada extra de segurança, especialmente para tarefas de tradução automática e outras funções sensíveis.
Outra funcionalidade apresentada foi a assistência auditiva, que permite microfonar interações em tempo real para amplificar o volume das conversas. A Meta já possui certificação da FDA, agência reguladora dos Estados Unidos equivalente à Anvisa brasileira, o que autoriza o uso da tecnologia por pessoas com perda auditiva leve a moderada. O recurso adicional custa US$ 150, aproximadamente R$ 775.
Com os anúncios, a Meta reforça a aposta no segmento de óculos inteligentes e de realidade virtual, segmento no qual a empresa já competia com o Meta Quest e agora amplia a oferta com produtos mais leves e formatos variados. A chegada dos óculos ao Brasil, somada à terceira geração dos Ray-Ban Meta já disponível no varejo nacional, indica uma tentativa de ampliar a presença da marca no mercado consumidor, enquanto o Meta VR Glasses mira diretamente em rivais como o Apple Vision Pro, com lançamento previsto para 2027.