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Terceira idade conectada: mil idosos aprendem a usar o ChatGPT gratuitamente em oficinas da OpenAI e AARP nos EUA

17/09/2026
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OpenAI e AARP promovem workshops gratuitos de ChatGPT para mil idosos em dez cidades dos Estados Unidos

A OpenAI Academy, em parceria com a Older Adults Technology Services (OATS), braço de tecnologia da organização americana AARP, está realizando o programa "Older Adults AI Skills Jam", uma série de oficinas presenciais e gratuitas que visa ensinar mil pessoas idosas a utilizarem o ChatGPT (modelo de inteligência artificial generativa baseado em texto desenvolvido pela OpenAI) de forma prática e segura no cotidiano. As atividades acontecem em dez cidades dos Estados Unidos e fazem parte de um esforço plurianual iniciado pelas duas instituições para ampliar o letramento digital entre adultos mais velhos.

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A iniciativa ocorre por meio do programa principal da OATS chamado Senior Planet, voltado à capacitação tecnológica de pessoas da terceira idade. As oficinas oferecem uma abordagem prática, na qual os participantes aprendem a interagir com o ChatGPT em situações do dia a dia, como planejar uma viagem, compreender cartas ou contas recebidas, identificar possíveis golpes virtuais, desenvolver novos hobbies e manter contato com familiares. O conteúdo inclui ainda treinamento sobre segurança online, com orientações para reconhecer sinais de fraude, como mensagens com tom de urgência e links suspeitos.

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Dados citados pela OpenAI no comunicado oficial indicam que a participação de usuários com 55 anos ou mais nas conversas com o ChatGPT mais que dobrou em um ano. A fatia de mensagens enviadas por esse público saltou de seis por cento para quase dez por cento do total, o que reforça a relevância de oferecer formação direcionada a esse grupo. Segundo a empresa, garantir que pessoas de todas as idades tenham acesso ao uso da inteligência artificial é parte da missão de tornar a tecnologia útil e acessível ao maior número possível de pessoas.

A proposta das oficinas vai além do domínio técnico da ferramenta. Os organizadores explicam que o objetivo é ajudar os participantes a desenvolverem confiança para utilizar o ChatGPT, mas também senso crítico para avaliar as respostas geradas pelo sistema. Entre as orientações repassadas estão perguntas que o usuário pode fazer ao próprio modelo para verificar a procedência das informações, como solicitar fontes e conferir a coerência dos dados apresentados.

A escolha dos idosos como público prioritário também está relacionada à crescente exposição dessa faixa etária a golpes digitais. O treinamento anti-fraude é um dos pilares do programa, justamente porque os criminosos costumam direcionar ataques a pessoas com menor familiaridade com ferramentas digitais. Ao ensinar os participantes a identificar práticas suspeitas e a usar a inteligência artificial como aliada na análise de mensagens, a OpenAI e a OATS buscam reduzir a vulnerabilidade do grupo.

A OATS foi fundada em 2004 e tem como missão "utilizar o poder da tecnologia para transformar a forma como envelhecemos", segundo descrição da própria organização. A entidade é uma afiliada beneficente da AARP, uma das maiores organizações norte-americanas voltadas a pessoas com mais de 50 anos. Por meio do Senior Planet, a OATS já oferece experiências presenciais e on-line para idosos em diversas comunidades dos Estados Unidos, e o acordo com a OpenAI amplia o escopo dessas atividades com foco específico em inteligência artificial generativa.

O "Older Adults AI Skills Jam" também integra um conjunto mais amplo de ações da OpenAI Academy voltadas a diferentes públicos. Nos últimos anos, a iniciativa já promoveu treinamentos direcionados a organizações sem fins lucrativos, pequenos negócios e profissionais da educação básica, sempre com o mesmo princípio de aproximar a inteligência artificial de comunidades que muitas vezes ficaram para trás em revoluções tecnológicas anteriores.

Para os organizadores, o programa representa um passo importante na consolidação da chamada "era da inteligência", na qual ferramentas automatizadas passam a fazer parte de tarefas cotidianas. A avaliação interna das duas instituições é de que a educação em inteligência artificial deve ser tratada como um direito básico, e não como um benefício reservado a quem já domina o ambiente digital. Levar oficinas presenciais a idosos em diferentes regiões do país é uma forma de garantir que esse direito comece a ser exercido também por quem mais precisa de suporte para utilizar a tecnologia com autonomia e segurança.

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