PUBLICIDADE

Neoenergia usa IA para operar redes elétricas em clima extremo

26/08/2026
15 visualizações
3 min de leitura
Imagem principal do post

A Neoenergia passou a empregar inteligência artificial como ferramenta de apoio à operação de suas redes elétricas em cenários de clima extremo, incluindo períodos de atuação do fenômeno El Niño. A informação foi divulgada pela própria companhia, que atua na distribuição, na transmissão e na geração de energia no Brasil. A iniciativa acompanha a pressão crescente que eventos climáticos severos vêm exercendo sobre a infraestrutura elétrica do país.

A Neoenergia integra o grupo controlado pela espanhola Iberdrola, uma das maiores empresas de energia do mundo. A companhia é um dos principais grupos do setor elétrico brasileiro, com operações de distribuição em estados como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além de atividades em transmissão e geração.

Imagem complementar

De acordo com a empresa, a tecnologia foi incorporada às projeções climáticas de médio e longo prazo. O objetivo é antecipar os impactos de fenômenos ambientais e otimizar a gestão do sistema elétrico diante de desafios ambientais em crescimento no Brasil.

PUBLICIDADE

El Niño é o fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial. Essa alteração de temperatura interfere na circulação atmosférica global e modifica o regime de chuvas em diversas regiões do planeta.

No Brasil, os episódios de El Niño costumam estar associados a chuvas acima da média no Sul e a estiagens mais intensas no Norte e no Nordeste. Cada extremo cobra um tipo diferente de resposta das concessionárias de energia, do reforço preventivo das redes à organização das equipes de atendimento.

Os anos recentes registraram eventos climáticos severos em diferentes partes do território nacional, incluindo enchentes de grandes proporções e períodos prolongados de seca. Episódios desse tipo danificam linhas de transmissão e distribuição, provocam interrupções no fornecimento e elevam o custo operacional das distribuidoras.

Projeções climáticas de médio e longo prazo são estimativas sobre o comportamento da atmosfera em horizontes que vão de semanas a meses ou anos. Elas resultam de modelos numéricos que processam grandes volumes de dados meteorológicos, históricos e oceanográficos.

É nesse ponto que a inteligência artificial entra em cena. Sistemas dessa natureza são capazes de aprender padrões a partir de grandes conjuntos de dados e de identificar correlações que métodos tradicionais de análise capturam com menor rapidez ou precisão.

Para o setor elétrico, a capacidade antecipatória tem aplicação direta. Com cenários climáticos projetados com antecedência, a operação consegue planejar manutenções, priorizar trechos críticos da rede e dimensionar equipes antes que o evento extremo ocorra.

Em situações de emergência, essa preparação contribui para encurtar o tempo de resposta. A alocação planejada de recursos reduz improvisos e organiza o esforço de restauração do fornecimento de energia.

A adoção da tecnologia pela Neoenergia acompanha um movimento mais amplo do setor elétrico brasileiro. Distribuidoras e operadoras de transmissão vêm ampliando o uso de automação, sensores inteligentes e análise de dados nas rotinas de operação e manutenção.

A alternância entre El Niño e La Niña, fenômeno caracterizado pelo resfriamento das mesmas águas do Pacífico, introduz ainda mais variabilidade no planejamento climático do setor. Modelos preditivos alimentados por inteligência artificial ganham relevância justamente pela necessidade de lidar com essa instabilidade.

A novidade divulgada pela companhia leva a inteligência artificial para o planejamento climático da operação das redes, atividade diretamente ligada à confiabilidade do fornecimento. A confiabilidade do sistema elétrico depende, em grande medida, da capacidade de resposta a eventos externos, e o clima extremo figura entre os fatores que mais desafiam essa equação, por combinar imprevisibilidade e impacto simultâneo sobre múltiplos pontos da rede.

A decisão da Neoenergia mostra que projeções climáticas deixaram de ser assunto restrito aos centros de meteorologia e passaram a integrar o cotidiano das concessionárias de energia. No caso da companhia, o uso de inteligência artificial amplia o nível de detalhamento dessas projeções para horizontes de médio e longo prazo.

Com a medida, a empresa passa a contar com mais uma camada de apoio à gestão do sistema elétrico em um contexto de desafios ambientais crescentes no Brasil. A tecnologia agora integra o conjunto de ferramentas voltadas à antecipação de impactos e à otimização da operação das redes elétricas.

PUBLICIDADE

Leitura recomendada

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!