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Segredos Submersos: Mergulhador Revela Casa Preservada do Extinto Povoado Canela no Fundo do Lago de Palmas

21/08/2026
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Mergulhador encontra casa de antigo povoado preservada no fundo do Lago de Palmas

Uma casa do extinto povoado Canela foi localizada preservada no fundo do Lago de Palmas, no Tocantins, pelo pescador esportivo Luiz Carlos Marques de Queiroz. A descoberta aconteceu em junho de 2026, durante mergulhos realizados com o objetivo de mapear a região submersa do reservatório. Além da construção, o mergulhador identificou uma retroescavadeira, uma barreira de tijolos e até mesmo piscinas que, atualmente, funcionam como abrigo para peixes.

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As estruturas encontradas remontam ao período anterior ao enchimento do lago, que ocorreu entre 2001 e 2002. Luiz Carlos, que também é tenente-coronel da Polícia Militar, publicou vídeos e imagens das descobertas na internet. Segundo ele, o mapeamento das águas tem como finalidade auxiliar na prática da pesca esportiva, mas acaba revelando fragmentos da história da região. Muitas pessoas que chegaram a Palmas depois da formação do lago, segundo o mergulhador, não conhecem essas construções que existiram antes do reservatório.

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Eu acabo encontrando essas estruturas e, quando encontro, salvo a localização, contou Luiz Carlos ao portal de notícias. Ele explicou que mergulhou justamente para registrar as imagens e contar um pouco da história do lago, já que grande parte da população atual chegou à capital depois que o reservatório já estava cheio.

O método de trabalho do pescador esportivo envolve o uso de equipamentos que fazem uma espécie de varredura do fundo do lago. Quando algum objeto ou estrutura diferente aparece nos registros, ele desce pessoalmente para verificar do que se trata. Dependendo da profundidade, ele pode apenas descer uma câmera ou optar pelo mergulho, que ele considera agradável de realizar. Os mergulhos sempre respeitam um limite de nove metros de profundidade.

Fazendo varreduras, a gente acaba encontrando resquícios da antiga Vila Canela, de fazendas, relatou o mergulhador. Entre os registros feitos por ele estão estruturas ligadas ao antigo povoado e a propriedades que existiam na região antes da formação do reservatório. Algumas dessas construções permanecem preservadas sob as águas e passaram a integrar o ambiente submerso, servindo inclusive como refúgio para a fauna aquática local.

Nem tudo, porém, é remanescente do período anterior ao enchimento do lago. O Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins informou que colocou três estruturas no local de forma intencional, especificamente para o treinamento de mergulhadores. Trata-se de um micro-ônibus, do compartimento traseiro de uma unidade de resgate e de uma estrutura metálica em formato de grade, usada como tablado para exercícios de instrução.

Segundo a corporação, os materiais foram levados ao lago em 2016, durante a realização de um Curso de Mergulho Autônomo, mediante autorização. Desde então, as estruturas permanecem no ponto onde foram posicionadas e servem de apoio às atividades práticas de instrução e capacitação. O Corpo de Bombeiros deixou claro que os demais veículos e objetos encontrados na região não foram colocados pela corporação, e que sua atuação se restringe às três estruturas citadas em sua nota oficial.

Antes de ser submerso, o micro-ônibus passou por um processo de preparação para eliminar riscos ambientais. Foram retirados o motor, todos os fluidos e outros componentes que poderiam provocar vazamentos ou contaminação da água. A corporação também informou que as demais estruturas utilizadas nos treinamentos não continham materiais ou substâncias com potencial de contaminar o reservatório ou causar poluição ambiental.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os objetos foram destinados exclusivamente às atividades de instrução e treinamento. A utilização dessas estruturas faz parte da capacitação técnica e operacional de bombeiros militares e de outros profissionais que atuam no mergulho de emergência, garantindo espaços controlados para a prática das manobras de resgate.

O trabalho de Luiz Carlos, por sua vez, segue revelando vestígios do passado submerso da capital tocantinense. Entre as ruínas da antiga Vila Canela, maquinários abandonados e construções que se transformaram em abrigo para peixes, o mergulhador acumula registros que ajudam a reconstruir a memória da região antes do enchimento do lago, documentando em imagens um capítulo pouco conhecido da história de Palmas.

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