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Inteligência Artificial no Mundo Corporativo: Quem Está à Frente e Como Chegar Lá

12/08/2026
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Como empresas estão colocando a inteligência artificial para trabalhar: o que revela a nova pesquisa da OpenAI

A OpenAI divulgou recentemente uma análise sobre como grandes empresas estão adotando a chamada inteligência artificial agêntica, ou seja, sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma em múltiplas etapas. O estudo, divulgado como parte de uma nova série de conteúdo chamada B2B Signals, busca mapear o cenário real de uso corporativo de ferramentas como ChatGPT e Codex, identificando quem está na frente e como essas organizações conseguiram avançar mais rápido do que a média.

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Um dos pontos centrais da pesquisa é a constatação de que não existe um ranking único de adoção de inteligência artificial entre empresas. De acordo com o levantamento, diferentes setores lideram em aspectos distintos. Enquanto algumas indústrias se destacam pela adoção ampla do ChatGPT, outras se sobressaem pelo uso intensivo do Codex, ferramenta voltada para programação assistida por IA, pela intensidade de uso das APIs, que são interfaces que permitem integrar modelos de inteligência artificial em sistemas próprios, ou ainda pelo volume de mensagens trocadas com os modelos. Isso indica que as organizações possuem múltiplos pontos de entrada possíveis: ampliar o acesso dos funcionários às ferramentas, aprofundar o uso, adotar soluções agênticas ou incorporar a inteligência artificial diretamente em seus produtos e sistemas internos.

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A pesquisa mostra que a diferença entre as empresas mais avançadas, chamadas pela OpenAI de frontier firms, e o restante do mercado se torna mais evidente justamente nas ferramentas mais sofisticadas e agênticas. O Codex, segundo o estudo, apresenta o maior gap: as empresas de fronteira enviam 16 vezes mais mensagens por trabalhador do que as empresas típicas. Outros recursos, como o ChatGPT Agent, que permite delegar tarefas em várias etapas, os Apps in ChatGPT, que integram aplicativos dentro da interface do ChatGPT, o Deep Research, voltado para pesquisas aprofundadas, e os GPTs, modelos personalizados para finalidades específicas, seguem padrões semelhantes. Isso sugere que as organizações mais avançadas são melhores em adotar ferramentas que auxiliam os profissionais a programar, delegar tarefas complexas, aplicar o contexto da empresa e realizar pesquisas mais elaboradas.

Além de identificar quem está na frente, a análise da OpenAI também propõe caminhos para que outras empresas possam se aproximar desse grupo. Entre as recomendações estão medir a profundidade real do uso da inteligência artificial dentro da organização, em vez de apenas contabilizar acessos ou cadastros; construir governança, ou seja, políticas e processos internos que viabilizem o uso da tecnologia em ambiente de produção; tratar o suporte à adoção como infraestrutura central da operação; identificar equipes e profissionais que já estão mais avançados no uso da IA e expandir o impacto desses grupos; e, por fim, migrar de interações baseadas em conversas para fluxos de trabalho em que agentes de IA executam tarefas de forma autônoma.

A divulgação dos B2B Signals marca o início de uma iniciativa da OpenAI para compartilhar regularmente dados e percepções sobre o uso corporativo de inteligência artificial. Segundo a empresa, o cenário da IA empresarial evolui de forma acelerada, e líderes precisam de informações claras para entender o que de fato ajuda a transformar a adoção da tecnologia em valor real para os negócios. A série pretende justamente preencher essa lacuna, oferecendo indicadores concretos sobre como diferentes setores e organizações estão integrando a inteligência artificial em suas operações cotidianas.

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