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O Fim do Monopólio da TV: Como o Feed das Redes Sociais vai Dominar as Eleições de 2026

09/08/2026
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Feed é o novo horário eleitoral: entenda como a internet transforma as eleições de 2026

As eleições de 2026 estão desenhando um cenário inédito na política brasileira, no qual as redes sociais e os feeds dos eleitores assumem papel central na propaganda eleitoral. Com a formação das chapas e as declarações de apoio ou neutralidade já consolidadas, tornou-se possível prever como ficará a distribuição do tempo de televisão e rádio. No entanto, o foco das campanhas se desloca cada vez mais para o ambiente digital, onde candidatos poderão veicular propaganda em sites próprios, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens.

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A propaganda eleitoral nas ruas será liberada a partir de 16 de agosto de 2026, permitindo aos candidatos participar de carreatas e passeatas no horário das 8h às 22h. As manifestações deverão manter distância mínima de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quartéis, hospitais, escolas e igrejas. Comícios poderão ocorrer entre 8h e meia-noite, e a partir da mesma data também estarão liberados anúncios pagos em jornais, revistas e na internet.

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O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão terá início no dia 26 de agosto e seguirá até 30 de setembro para os cargos que concorrem ao primeiro turno. A programação será dividida entre as candidaturas à Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal. As emissoras deverão reservar diariamente 70 minutos para inserções de 30 e 60 segundos distribuídas ao longo da programação.

Para a Presidência da República, os programas em rede serão exibidos três vezes por semana, às terças, quintas e sábados, com blocos transmitidos à 1h da manhã, à tarde e às 20h30. A distribuição do tempo entre os candidatos reflete diretamente as alianças formadas e o tamanho das coligações, o que gera diferenças significativas na construção das narrativas políticas a cada bloco exibido.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. A votação ocorrerá das 8h às 17h em todo o país, seguindo o horário de Brasília. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, o segundo turno está previsto para 25 de outubro nas disputas para presidente e governador.

Para enfrentar os desafios do ambiente digital, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem estabelecendo parcerias com as principais plataformas digitais. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, assinou a Portaria número 463 de 2026, que estabelece o prazo até 16 de agosto para que os provedores de internet apresentem seus planos de conformidade para as eleições. Nesses documentos, as plataformas deverão detalhar as medidas destinadas a prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral.

As medidas têm como objetivo garantir maior transparência, preservar a confiança do eleitor e combater a desinformação. O TSE já firmou acordos com plataformas como Facebook, TikTok, Telegram, LinkedIn, Kwai e Google, estabelecendo canais de denúncia e comunicação direta com os eleitores. Essas parcerias preveem ainda a regulamentação do uso da inteligência artificial nas campanhas, com a exigência de identificação de conteúdos gerados ou manipulados por sistemas automatizados.

As eleições de 2026 marcam um ponto de inflexão no qual o feed das redes sociais deixa de ser apenas um complemento da campanha e passa a disputar espaço com o próprio horário eleitoral na TV. A combinação entre a veiculação digital em plataformas, aplicativos de mensagens e redes sociais com a propaganda tradicional em rádio e televisão redefine a estratégia dos candidatos e a forma como o eleitor consome informação política. A transparência, o combate à desinformação e a regulamentação da inteligência artificial tornam-se pilares para preservar a confiança no processo democrático neste que promete ser o pleito mais digital da história brasileira.

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