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Copa de 2026: VAR ganha inteligência artificial e telas de alta definição

14/06/2026
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A FIFA implementou um sistema de Árbitro Assistente de Vídeo (VAR, na sigla em inglês) renovado para a Copa do Mundo de 2026, que conta com inteligência artificial generativa capaz de recriar lances em três dimensões. A tecnologia foi desenvolvida pela Lenovo em parceria com a entidade máxima do futebol e está sendo utilizada nos 104 jogos do torneio, realizado entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

Com a nova ferramenta, os árbitros podem visualizar uma representação tridimensional dos jogadores sobreposta à imagem de vídeo analisada na tela do VAR. A inteligência artificial digitaliza a cena no momento de um passe e substitui o atleta por um avatar com as mesmas dimensões reais, permitindo que a imagem seja rotacionada em qualquer ângulo desejado pelo árbitro.

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Valério Mateus, gerente geral de serviços e soluções para a América Latina da Lenovo, explica que a tecnologia possibilita rotacionar a cena no VAR para que o árbitro avalie o lance sob a perspectiva que julgar mais adequada. Uma imagem antes estática passa a ser observada em um ângulo de 360 graus, ampliando significativamente a capacidade de análise da arbitragem.

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Mateus exemplifica com situações práticas, como as decisões de impedimento. Segundo ele, a recriação em 3D permite verificar com mais precisão se o ombro ou o pé de um jogador está à frente em relação ao adversário. O executivo ressalva, no entanto, que a inteligência artificial não toma a decisão final, funcionando como uma ferramenta adicional importante para o julgamento do árbitro.

A bola utilizada na Copa de 2026 também foi integrada ao sistema de arbitragem por vídeo. O novo chip embarcado na Trionda, modelo desenvolvido pela Adidas, transmite informações ao VAR com maior rapidez, agilizando o processo de revisão das jogadas durante as partidas.

Além da inteligência artificial, as telas utilizadas pelas equipes de arbitragem receberam atualização tecnológica significativa. A Hisense forneceu os painéis RGB MiniLED para o VAR do torneio, substituindo as tradicionais luzes de fundo brancas por pequenos pontos de luz individuais nas cores vermelho, verde e azul, que compõem o padrão RGB.

Matheus Benatti, diretor de marketing e produtos da Hisense no Brasil, afirma que a parceria com a FIFA tem o objetivo de demonstrar o rumo tecnológico dos televisores. Ele destaca que o resultado é um VAR mais seguro e com alta definição de imagem, elementos fundamentais para a qualidade das decisões em campo.

A tecnologia RGB MiniLED promete cores mais vivas e realistas em comparação aos modelos convencionais. Outro diferencial apontado pela fabricante é a capacidade de visualização das imagens mesmo em ambientes com bastante iluminação, condição comum em estádios durante partidas diurnas. A redução de reflexos nas telas elimina um problema recorrente em sistemas anteriores de revisão por vídeo.

Os televisores do VAR fazem parte da série UR9 da Hisense, linha lançada na Austrália, na China, nos Estados Unidos e em países da Europa. Os modelos utilizados na Copa contam com telas de 65, 75 e 85 polegadas. Segundo a empresa, a chegada desses aparelhos ao mercado brasileiro está prevista para o final do ano.

A combinação de inteligência artificial generativa, bola conectada e telas de alta definição representa um avanço significativo no conjunto de tecnologias disponíveis para a arbitragem em Copas do Mundo. Cada um dos elementos foi pensado para atender a uma etapa específica do processo de revisão: a captação de dados da bola, a recriação tridimensional dos lances e a exibição das imagens com fidelidade cromática.

A Lenovo, empresa de tecnologia com sede na China e atuação global em computadores e serviços corporativos, tem expandido sua presença em projetos esportivos de grande escala. A parceria com a FIFA para o desenvolvimento da tecnologia de captação de imagem em 3D coloca a companhia em posição de destaque no fornecimento de soluções de inteligência artificial para o futebol profissional.

A Hisense, fabricante chinesa de eletrônicos de consumo, já havia participado de edições anteriores da Copa do Mundo como patrocinadora. O fornecimento das telas do VAR reforça a estratégia da empresa de associar sua marca a tecnologias de exibição de imagem em eventos de audiência global.

A Copa de 2026 marca uma etapa de consolidação do VAR como ferramenta permanente da arbitragem no futebol internacional. Desde sua introdução em Copas do Mundo, o sistema passou por ajustes e críticas, e a incorporação de inteligência artificial generativa pelo torneio atual sugere um movimento de evolução contínua na busca por decisões mais precisas e transparentes.

Para os profissionais de tecnologia que acompanham a aplicação de inteligência artificial em contextos práticos, o VAR da Copa de 2026 oferece um exemplo relevante de como modelos generativos podem ser empregados em situações de tempo real, com impacto direto em processos de tomada de decisão em ambientes de alta pressão.

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