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Loja francesa vende RTX 5090 defeituosas por até €1.699 sem devolução: negócio arriscado ou oportunidade para técnicos?

07/05/2026
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RTX 5090 defeituosas são vendidas por até 1.699 euros em loja francesa que não aceita devoluções

Uma loja de tecnologia da França, a LDLC, começou a comercializar unidades defeituosas da GeForce RTX 5090, a placa de vídeo mais potente da Nvidia baseada na arquitetura Blackwell, por preços que variam entre 1.499 e 1.699 euros. As duas placas anunciadas pela varejista são modelos da MSI Ventus 3X OC e da ASUS TUF Gaming, ambas classificadas como fora de serviço e vendidas sem qualquer possibilidade de devolução ou reembolso ao comprador. A informação chama a atenção pelo fato de que uma RTX 5090 nova, na mesma loja, custa a partir de 3.249 euros, o que posiciona as unidades defeituosas em torno de metade do valor de um exemplar em perfeitas condições de uso.

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Segundo a descrição publicada no site da LDLC, as placas foram danificadas durante o processo de envio a clientes anteriores e acabaram retornando ao estoque da empresa. A varejista garante que os produtos estavam funcionando normalmente antes do envio e que os danos são exclusivamente de natureza física, podendo incluir trincas na placa de circuito impresso, deformações causadas por impacto e outros problemas estruturais. Apesar disso, a loja afirma que todas as unidades permanecem completas, ou seja, o processador gráfico, os módulos de memória e os demais componentes internos seguem intactos, sem que a placa tenha sido desmontada.

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A RTX 5090 representa o topo de linha atual das placas de vídeo voltadas para jogos e tarefas de processamento gráfico pesado, utilizando a arquitetura Blackwell, que é a mais recente geração de chips da Nvidia. Essa arquitetura traz avanços significativos em desempenho de rasterização e no processamento de gráficos em tempo real, além de melhorias nos recursos de inteligência artificial integrados ao hardware. No contexto do mercado europeu, a disponibilidade do modelo tem sido bastante limitada, com preços que frequentemente ultrapassam os 2.000 euros e, em alguns casos, chegam a valores ainda mais elevados quando a demanda supera a oferta.

A venda de hardware defeituoso não é uma prática exclusiva dessa loja, porém o caso ganhou proporções por envolver um produto de alto valor e baixíssima disponibilidade no mercado. A seção da LDLC destinada a produtos fora de serviço já existe há algum tempo e serve como alternativa para técnicos especializados em reparo eletrônico ou para profissionais que buscam peças de reposição para consertar outros equipamentos semelhantes. No anúncio, a empresa deixa explícito que as unidades são recomendadas apenas para pessoas que possuam as habilidades técnicas necessárias para realizar reparos ou para reaproveitar componentes individuais.

O tipo mais comum de dano relatado em placas de vídeo durante o transporte envolve trincas na placa de circuito impresso, conhecida pela sigla PCB, que é a base física onde todos os componentes eletrônicos são soldados. Quando a placa já está instalada dentro de um computador e o aparelho sofre impactos, a probabilidade de quebra é significativamente maior. Já quando o produto permanece dentro da embalagem original, os riscos são consideravelmente menores, desde que a transportadora siga os procedimentos adequados de manuseio e armazenamento durante a logística de entrega.

Para quem decidir adquirir uma dessas unidades defeituosas, o caminho mais provável é a desmontagem da placa para reutilização de componentes específicos em outras placas da mesma linha. O processador gráfico principal e os chips de memória são as peças que costumam manter maior valor no mercado de reposição, podendo ser aproveitados no conserto de outra RTX 5090 que apresente problemas em áreas diferentes. Esse tipo de procedimento, no entanto, exige equipamentos especializados de solda, conhecimento avançado em eletrônica e uma boa dose de paciência, já que o nível de integração dos componentes em placas modernas é extremamente alto.

A política de vendas da LDLC para essas unidades é rigorosa em relação à responsabilização do comprador. Uma vez concluída a transação, o cliente assume integralmente o risco, sem direito a troca, devolução ou qualquer tipo de reembolso. Essa condição elimina praticamente qualquer margem de segurança para o comprador comum, tornando a operação viável apenas para quem tem experiência real em manutenção de hardware de alto desempenho e está disposto a aceitar a possibilidade de que a placa nunca volte a funcionar.

O episódio também evidencia um desafio recorrente no mercado de componentes de tecnologia de ponta. A escassez de produtos como a RTX 5090 faz com que até mesmo unidades inoperantes encontrem compradores dispostos a pagar valores expressivos, na esperança de recuperá-las ou aproveitar suas peças. Situações como essa reforçam a importância de uma logística de transporte rigorosa, especialmente quando se trata de equipamentos caros e sensíveis, cujo valor agrega componentes de engenharia complexa e cujo reparo está longe de ser simples ou acessível para a maioria dos consumidores.

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