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83 Por Cento das Empresas Ainda Não Incorporaram Inteligência Artificial em Operações Multilíngues

01/04/2026
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Relatório da DeepL exposto que 83% das empresas ainda não adotaram capacidades modernas de inteligência artificial para operações multilíngues

A inteligência artificial disseminou-se pelas empresas, mas os fluxos de trabalho de tradução frequentemente permaneceram imunes a essa transformação. Essa é a conclusão central do relatório Borderless Business: Transforming Translation in the Age of AI, publicado pela DeepL em março de 2026. O documento demonstra que, apesar dos amplos investimentos em inteligência artificial em diversas áreas de negócio, as operações de linguagem e multilíngues — que impactam vendas, jurídico, atendimento ao cliente e expansão global — permanecem como a parte menos automatizada da pilha tecnológica corporativa.

Segundo o levantamento, 35% das empresas internacionais ainda realizam traduções inteiramente por processos manuais, enquanto outros 33% dependem de automação tradicional combinada com revisão humana sistemática. Apenas 17% implementaram ferramentas de última geração baseadas em grandes modelos de linguagem ou inteligência artificial agentiva para operações multilíngues. Esses dados indicam que 83% das organizações não migraram para capacidades modernas de processamento de linguagem, mesmo investindo em inteligência artificial em outras partes do negócio.

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O relatório, baseado em dados de pesquisa com líderes de negócios dos Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Japão, revela ainda que o volume de conteúdo corporativo cresceu 50% desde 2023. Contudo, 68% das empresas continuam dependendo de fluxos de trabalho construídos para uma era anterior. Jarek Kutylowski, diretor executivo e fundador da DeepL, sintetizou o problema ao afirmar que a inteligência artificial está em toda parte, mas a eficiência não. A maioria das empresas já implantou alguma forma de inteligência artificial, porém poucas alcançam produtividade real em escala porque os fluxos de trabalho fundamentais permanecem desenhados em torno de pessoas, não de sistemas.

O aspecto que torna essa análise mais do que uma história sobre tradução está nos locais onde a inteligência artificial de linguagem está sendo implantada. A pesquisa da DeepL aponta que a expansão global é o principal impulsionador de investimento em inteligência artificial de linguagem, com 33%, seguida por vendas e marketing com 26%, atendimento ao cliente com 23% e jurídico e finanças com 22%. Essas são funções de negócio cruciais, não tarefas periféricas de conteúdo, o que demonstra como o processamento de linguagem tornou-se infraestrutura estratégica para empresas internacionais.

Uma pesquisa ampla realizada pela DeepL em dezembro de 2025, com 5 mil líderes sênior de negócios nos mesmos cinco mercados, descobriu que 54% dos executivos globais consideram que a tradução de voz em tempo real será essencial em 2026, um aumento em relação aos 32% atuais. O estudo mostra que o Reino Unido e a França lideram a adoção precoce, com 48% e 33% respectivamente, enquanto o Japão apresenta 11%, uma disparidade que aponta para variações significativas no preparo empresarial entre mercados globais.

A empresa atende mais de 200 mil clientes corporativos em 228 mercados. Durante o AI & Big Data Expo em Londres, em fevereiro de 2026, Scott Ivell, vice-presidente de marketing de produto da DeepL, informou que a empresa conta com 2 mil clientes implantando agentes de inteligência artificial globalmente. Esses agentes são utilizados para análise de relatórios, direcionamento de vendas e revisão de documentos jurídicos, demonstrando como a tecnologia evoluiu além da tradução tradicional para abranger tarefas analíticas complexas.

O que diferencia o posicionamento da DeepL de concorrentes de inteligência artificial de propósito geral é sua posição no espectro de confiança empresarial. Conforme empresas em setores regulamentados — como serviços financeiros, saúde, jurídico e governo — aceleram a adoção de inteligência artificial, a soberania dos dados torna-se cada vez mais o fator decisivo na escolha da plataforma. A DeepL possui certificações ISO 27001, SOC 2 Type 2 e GDPR, e oferece criptografia traga sua própria chave para clientes corporativos.

Essa funcionalidade permite que organizações retirem o acesso aos dados em segundos, um nível de controle que a maioria dos provedores de grandes modelos de linguagem não oferece. Segundo a documentação de segurança da própria DeepL, isso significa que os dados podem ser colocados efetivamente além do alcance de qualquer pessoa, incluindo a própria DeepL, a critério do cliente. Essa capacidade de controle granular sobre informações sensíveis tornou-se crucial para empresas que não podem enviar documentos confidenciais para pontos de extremidade de nuvem pública de outros fornecedores.

Sebastian Enderlein, diretor de tecnologia da DeepL, definiu 2026 como um ano de execução em vez de experimentação. Ele acredita que este será o ano em que a inteligência artificial deixará de ser experimentada e passará a executar em uma escala ainda não vista. Após um ciclo de pilotos e provas de conceito, as empresas estão agora prontas para escalar, e estão apostando pesadamente na inteligência artificial agentiva para isso. Essa transição reflete uma mudança mais ampla no mercado, de ferramentas de função única para execução autônoma de fluxos de trabalho.

O DeepL Agent, lançado em disponibilidade geral em novembro de 2025, personifica essa mudança estratégica. O agente foi projetado para navegar por sistemas empresariais, executar fluxos de trabalho de múltiplas etapas e operar entre CRM, e-mail, calendários e ferramentas de gerenciamento de projetos sem exigir integrações complexas. Essa capacidade de atuar transversalmente em diferentes sistemas corporativos representa um salto em relação às ferramentas de tradução isoladas, transformando a tecnologia em uma camada de automação inteligente integrada aos processos de negócio.

Stefan Miedzianowski, cientista-chefe da DeepL, descreveu o momento atual como uma transição na curva de adoção tecnológica. Ele afirmou que 2026 será indiscutivelmente o ano do agente. Enquanto 2025 foi o ano em que a conscientização pública alcançou a ciência que mostra o que os agentes podem fazer, a adoção empresarial em escala acontecerá agora. Estamos nos movendo dos inovadores para a maioria inicial, uma fase em que tecnologias antes restritas a pioneiros passam a ser adotadas pelo mainstream corporativo.

De acordo com o relatório Borderless Business, 71% dos líderes de negócios afirmam que transformar fluxos de trabalho com inteligência artificial é uma prioridade para 2026, com retornos esperados em experiência do cliente, produtividade dos funcionários e tempo de comercialização. A lacuna entre essa ambição e os 17% que realmente modernizaram suas operações de linguagem constitui o mercado-alvo que a DeepL busca atingir. Essa disparidade entre intenção e execução revela oportunidades significativas para fornecedores que conseguirem resolver os desafios de segurança, integração e escalabilidade que ainda impedem a adoção mais ampla.

O panorama corporativo de inteligência artificial demonstra claramente que a presença da tecnologia não se traduz automaticamente em modernização dos processos. A tradução e operações multilíngues representam um caso emblemático dessa desconexão: enquanto empresas investem em inteligência artificial para diversas funções, permanecem presas a métodos manuais ou automatizados de forma rudencial em áreas críticas para sua expansão e operação global. A tendência apontada pelos relatórios da DeepL sugere que 2026 pode marcar o ponto de inflexão em que essa lacuna começará a ser reduzida, impulsionada pela maturação dos agentes de inteligência artificial e pela crescente importância da soberania de dados em setores regulamentados.

RESUMO: Pesquisa da DeepL publicada em março de 2026 revela que 83% das empresas ainda não adotaram capacidades modernas de inteligência artificial para operações multilíngues. O relatório Borderless Business mostra que 68% das empresas dependem de fluxos de trabalho ultrapassados, apesar do crescimento de 50% no volume de conteúdo desde 2023. Apenas 17% implementaram grandes modelos de linguagem ou agentes de inteligência artificial para tradução. A empresa destaca a soberania dos dados como diferencial competitivo, oferecendo certificações e criptografia que permitem controle total sobre informações sensíveis. Líderes globais projetam que 54% considerarão tradução de voz em tempo real essencial em 2026, enquanto 71% das empresas priorizam transformação de fluxos de trabalho com inteligência artificial este ano.

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