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Stone em Foco: Cortes de Pessoal na Tecnologia Desencadeiam Disputa Judicial com Sindicato e Levantam Questões sobre IA

12/03/2026
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# Stone realiza cortes estruturais e enfrenta disputa judicial com sindicato

A Stone, conhecida empresa brasileira de meios de pagamento e serviços financeiros, realizou recentemente o desligamento de cerca de trezentos a quatrocentos colaboradores de seu quadro de funcionários. O movimento, que representa aproximadamente três por cento do total de trabalhadores da companhia, concentrou-se majoritariamente no departamento de tecnologia. A empresa classificou a medida como um ajuste pontual em sua estrutura interna, alegando que o objetivo principal da mudança é promover a simplificação de processos e o aumento da eficiência operacional, mantendo a continuidade de seus serviços aos clientes e parceiros de negócio.

A decisão da companhia ganha contornos mais complexos devido ao contexto em que foi tomada. O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, conhecido pela sigla Sindpd, posicionou-se de forma contrária aos desligamentos, classificando a ação como uma demissão coletiva realizada sem o devido diálogo. A entidade sindical ressaltou que os cortes ocorreram justamente durante o período de tratativas para o Acordo Coletivo de Trabalho de dois mil e vinte e seis. Para o sindicato, a ausência de negociação prévia compromete o equilíbrio das relações laborais e ignora princípios estabelecidos pela Constituição e reforçados por entendimentos recentes do Supremo Tribunal Federal sobre a obrigatoriedade de mediação em dispensas massivas.

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Dentre as alegações levantadas pela representação dos trabalhadores, destaca-se a denúncia de que as demissões teriam sido motivadas, em parte, pela implementação de soluções baseadas em inteligência artificial, que é a capacidade de sistemas computacionais simularem processos cognitivos humanos, como aprendizado e tomada de decisão, visando automatizar tarefas complexas. O sindicato também apontou a existência de relatos sobre o desligamento de profissionais afastados por motivos de saúde e pessoas com deficiência, o que intensificou o clima de tensão. Diante da negativa de acordo, a entidade ingressou com uma ação civil coletiva na Justiça do Trabalho, pleiteando a reintegração dos profissionais dispensados.

O processo judicial, protocolado na esfera trabalhista, envolve diversas empresas do grupo Stone, como a Pagar.me e outras divisões especializadas em tecnologia e processamento de pagamentos. O pedido apresentado pelo sindicato busca, além da reversão das demissões, uma liminar que impeça novas dispensas em grande escala sem que haja uma negociação prévia devidamente documentada com a categoria. A petição solicita ainda o reconhecimento da nulidade das rescisões efetuadas no mês de março e a condenação do grupo ao pagamento de indenizações por danos morais, tanto aos indivíduos atingidos quanto a um dano moral coletivo, com os valores pleiteados sendo destinados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Enquanto a disputa tramita nos tribunais, o setor de tecnologia no Brasil observa com atenção os desdobramentos deste caso, que coloca em xeque a autonomia corporativa na gestão de quadros frente às exigências sindicais. A empresa mantém a posição de que as atividades seguem operando normalmente e que a reestruturação não afeta o atendimento ao mercado. O desfecho dessa ação judicial deve estabelecer um precedente importante sobre a interpretação das normas coletivas e o papel da tecnologia na substituição ou otimização de postos de trabalho no dinâmico setor de serviços financeiros brasileiro.

RESUMO: A Stone efetuou o desligamento de centenas de funcionários, concentrando os cortes na área de tecnologia em um processo de reestruturação organizacional. A medida gerou forte reação do Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo, que recorreu à Justiça com uma ação civil coletiva. A entidade alega que as demissões ocorreram sem diálogo prévio durante o período de negociação do acordo coletivo e solicita a reintegração dos trabalhadores, além de indenizações por danos morais. A empresa defende a estratégia como um ajuste para ganhar eficiência operacional, garantindo que suas operações seguem inalteradas, enquanto o caso aguarda uma definição judicial sobre a legalidade dos procedimentos adotados.

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