PUBLICIDADE

Inteligência artificial impulsiona lucros do varejo com agentes autônomos, diz cofundador da Innovation Week

01/03/2026
13 visualizações
4 min de leitura
Imagem principal do post

Fábio Queiroz, cofundador da plataforma Innovation Week e presidente da Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (ASSERJ) e da Associação Latino-Americana de Supermercados (ALAS), afirmou que a inteligência artificial (IA) vai aumentar os lucros do varejo. Em entrevista recente, o especialista destacou que agentes de IA já atuam como vendedores virtuais, e os avanços tecnológicos derrubarão as barreiras entre o ambiente físico e o digital, transformando a experiência de compra.

Queiroz, que acompanha de perto eventos globais como a NRF Big Show, a maior feira de varejo do mundo, observa que a IA não é mais uma novidade experimental, mas uma ferramenta madura integrada às operações diárias. Sua visão surge em meio à São Paulo Innovation Week, evento que ele ajuda a organizar e que foca em tendências como humanização em tempos de IA. Para o varejo brasileiro, isso significa oportunidades concretas de otimização de custos e aumento de vendas.

Os agentes de IA, programas autônomos capazes de realizar tarefas complexas como negociação e recomendação personalizada, representam o próximo passo após chatbots simples. Eles processam dados em tempo real, aprendem com interações e executam vendas sem intervenção humana constante. Queiroz enfatiza que essa autonomia eleva a eficiência, permitindo que equipes humanas foquem em tarefas de maior valor.

PUBLICIDADE

No contexto brasileiro, onde o varejo responde por cerca de 20% do PIB segundo dados do IBGE, a adoção de IA pode ser um diferencial competitivo. Empresas como Magazine Luiza e Americanas já investem em ferramentas de IA para personalização e logística, mas o potencial dos agentes autônomos ainda está subexplorado.

A trajetória da IA no varejo remonta aos anos 2000, com sistemas de recomendação baseados em algoritmos colaborativos, como os usados pela Amazon. Esses sistemas analisam padrões de compra para sugerir produtos, aumentando o ticket médio em até 35%, conforme estudos públicos da McKinsey. Hoje, com modelos de linguagem grandes (LLMs, na sigla em inglês), como o GPT da OpenAI, a IA evoluiu para conversas naturais e contextuais.

Agentes de IA vão além: são sistemas multiagentes que coordenam ações, como verificar estoque, processar pagamentos e até gerenciar devoluções. Exemplos incluem o Rabbit R1, dispositivo que usa IA para tarefas cotidianas, ou integrações em plataformas como Shopify. No varejo físico, câmeras com visão computacional monitoram prateleiras vazias e reabastecem automaticamente.

Queiroz, inspirado pela NRF 2024, nota que o foco mudou de robôs humanoides para IA embarcada em processos. Empresas como Walmart usam IA para previsão de demanda com precisão superior a 90%, reduzindo desperdícios. No Brasil, redes supermercadistas enfrentam inflação e concorrência do e-commerce, tornando a IA essencial para margens apertadas.

A fusão físico-digital, ou omnichannel avançado, é central na visão de Queiroz. Clientes esperam continuidade: comprar online e retirar em loja (BOPIS, buy online pick up in store), ou experimentação virtual com realidade aumentada. Agentes de IA unificam esses canais, criando perfis unificados do consumidor via dados de múltiplas fontes.

Impactos práticos incluem redução de custos operacionais. Um relatório da Deloitte indica que IA pode cortar despesas logísticas em 15-20%. Para profissionais, significa upskilling: vendedores viram curadores de experiência, analistas de dados guiam estratégias. No entanto, desafios como viés algorítmico e privacidade de dados demandam regulação, como a LGPD no Brasil.

No mercado brasileiro, o varejo de alimentos lidera a adoção, com 40% das redes usando IA básica, segundo pesquisa da ABRAS. Queiroz prevê que agentes autônomos acelerem isso, especialmente em supermercados onde margens são baixas (2-5%). Eventos como Innovation Week aceleram a transferência de conhecimento global para o contexto local.

Comparando com concorrentes globais, a Target nos EUA usa IA para microtargeting, elevando conversões em 25%. No Brasil, Pão de Açúcar e Carrefour testam chatbots avançados. A vantagem local reside na adaptação cultural: IA treinada em português brasileiro entende sotaques e preferências regionais.

Perspectivas futuras envolvem edge computing, onde IA roda em dispositivos locais para latência zero. Isso habilita lojas autônomas como Amazon Go, viáveis em centros urbanos brasileiros. Queiroz alerta para a necessidade de investimento em infraestrutura, como 5G e data centers.

Além disso, a humanização da IA é tema recorrente. Apesar da automação, o toque humano permanece crucial em negociações complexas ou empatia. Innovation Week 2024 enfatiza isso, equilibrando eficiência tecnológica com relações autênticas.

Para o varejo brasileiro, a mensagem é clara: ignorar IA significa perda de market share. Com e-commerce crescendo 15% ao ano (Ebit|Nielsen), integração é imperativa. Queiroz inspira confiança baseada em observações da NRF, onde cases comprovam retornos rápidos.

Em síntese, a visão de Fábio Queiroz reforça que IA não substitui, mas potencializa o varejo. Agentes autônomos como vendedores digitais prometem lucros maiores via eficiência e personalização, borrando linhas entre físico e virtual.

Os próximos passos incluem pilotos em escala nas redes associadas à ASSERJ e expansão da Innovation Week com tracks dedicados a IA. Regulamentações como a PL das IA no Congresso brasileiro moldarão o ecossistema.

Para profissionais e empresas de tecnologia no Brasil, o recado é investir agora em parcerias com provedores de IA como Google Cloud e AWS, adaptando soluções ao mercado local. A era dos lucros ampliados pelo silício chegou ao varejo nacional.

A relevância cresce com a maturidade tecnológica brasileira, posicionando o país como hub de inovação na América Latina.

PUBLICIDADE

Comentários

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!