Pesquisadores da Universidade RMIT, na Austrália, criaram um dispositivo flexível feito de filme de náilon que gera eletricidade a partir de compressão e continua funcionando mesmo após ser atropelado por um carro várias vezes. Essa inovação robusta abre caminhos para sensores autônomos alimentados por energia própria em estradas e outros equipamentos eletrônicos.
O dispositivo, baseado em náilon-11, utiliza propriedades piezoelétricas para converter pressão mecânica em energia elétrica. Ele é descrito como "incrivelmente resiliente", suportando dobras, alongamentos e cargas extremas, como as toneladas de pressão de um veículo passando repetidamente sobre ele, sem perder sua capacidade de gerar potência.
A equipe da RMIT desenvolveu o material por meio de um processo de alinhamento eletroacústico eficiente em energia, consumindo apenas cerca de 1 a 5 Wh em uma etapa única. Essa técnica aprimora a orientação molecular do náilon, maximizando seu efeito piezoelétrico e garantindo durabilidade excepcional.
Testes rigorosos demonstraram que o filme fino mantém o desempenho após múltiplas compressões automotivas, o que o torna ideal para aplicações em ambientes hostis, como pavimentos rodoviários. Sensores instalados nessas superfícies poderiam monitorar tráfego, condições climáticas ou desgaste da via sem necessidade de baterias externas, promovendo soluções sustentáveis e de baixa manutenção.
Os detalhes da pesquisa foram publicados na revista Nature Communications, destacando o potencial dessa tecnologia para dispositivos eletrônicos autossuficientes em cenários de alta demanda mecânica.