Pesquisadores da UNIST criaram uma tecnologia de captação de energia inspirada nas raias elétricas, que geram altas tensões por meio de células empilhadas chamadas eletrocitos. A ideia aproveita o mesmo princípio estrutural observado nesses animais, reproduzindo a noção de múltiplas unidades alinhadas para alcançar voltagens elevadas.
Ao contrário das raias elétricas — cuja produção de energia depende de estimulação mecânica — a solução desenvolvida pela equipe da UNIST opera de forma autônoma, gerando eletricidade sem necessidade de entradas externas. Essa diferença fundamental separa o mecanismo biológico do sistema artificial: enquanto a natureza exige um estímulo para ativar as células, o novo dispositivo produz potência por conta própria.
O trabalho reproduz, portanto, o arranjo funcional das eletrocitos em um formato tecnológico, preservando o conceito de empilhamento para obtenção de altos potenciais elétricos, mas alterando a forma de ativação para permitir geração contínua e independente de estímulos mecânicos.