Fontes de energia usadas em dispositivos colocados dentro ou próximos a tecidos biológicos precisam, ao mesmo tempo, ser flexíveis e não tóxicas, e ter potência suficiente para alimentar tecnologias exigentes, como aparelhos médicos e robótica suave. Conciliar essas características é um desafio importante para quem desenvolve eletrônicos implantáveis e sistemas macios que interagem com o corpo.
Para tentar resolver esse dilema, pesquisadores da Penn State estão buscando inspiração em um lugar “chocante”: as enguias elétricas. Esses peixes conseguem gerar descargas graças a células especializadas — um mecanismo biológico que pode servir de modelo para criar fontes de energia mais compatíveis com tecidos vivos, mantendo a flexibilidade e a segurança necessárias para aplicações médicas e em soft robotics.